sábado, 1 de setembro de 2012

Uma Poetisa pela Noite




Uma Poetisa pela Noite

Yvis Rissi Tomazini

Eu não devia passar de um adolescente malvestido e cheirando a vinho barato quando a vi pela primeira vez. Aquela figura tão calma e digna a principio destoava no meio daqueles adolescentes malvestidos que também fediam a álcool. Era um plácido ponto de luz caminhando em meio ao caos aleatório e infundado da noite. A senhora andava de modo corajoso, quase indiferente ao risco de ser muito diferente.
Embora distraído, perceb...



                             
“Distraído ou concentrado demais naquilo que a maioria não se concentra", como diria uma personagem minha de um dos meus diversos livros PARADOS. Abraço Mirna, um dia eu escrevo seu fim."




Divaguei...
Voltando....

Embora distraído, percebi que a tal senhora abordava os jovens e tinha com eles um dedo de prosa. Não parecia estar pedindo nada, longe disso, parecia que tratava de algo sério. “Talvez ela esteja pregando, talvez seja uma religiosa fervorosa...” Assim que este pensamento me ocorreu quase me desinteressei a ponto de beijar o gargalo da garrafa e “seguir em frente”. Acontece que aquilo que ela tinha embaixo do braço não parecia ser uma bíblia. Sim, eram livros, livretos na verdade, mas não...

- Boa noite, posso mostrar o meu trabalho?
Ela encostou onde me encontrava, finalmente matando a minha curiosidade. “O que faria uma senhora como aquela estar perdendo seu tempo no meio de tantos babacas adolescentes largados ao acaso?
Educadamente, ela se apresentou, disse que era uma poetisa, que tinha diversos trabalhos, e que inclusive tinha ali com ela alguns a venda.
Então escutei interessado, manuseei alguns, não comprei nenhum, e “segui em frente”.




Assim foram os nossos próximos encontros. Eles sempre terminavam com a minha cordial negativa. O que mudava na verdade eram as minhas vestimentas, meus companheiros, o lugar que eu me encontrava sentado. O tempo passou e não tinha mais idade para me jogar no degrau de uma praça. Não tinha mais também aquele cheiro de vinho barato. Na verdade, na última vez que a havia visto, estava sentado em uma cafeteria (barata) do shopping. Ela veio, se apresentou como poetisa, disse que tinha diversos trabalhos escritos, e que inclusive tinha ali com ela alguns exemplares a venda. Nesta ocasião, eu já começara quase a levar a sério meu gosto pela escrita (embora escrevesse mais letras de música do que poesias, ou prosa em si na época).
Que seja! Ela ofereceu um de seus exemplares de publicação visivelmente independente, e adivinha o que eu fiz...
Cordialmente, neguei mais uma vez.

A digna senhorinha se despediu e partiu à mesa ao lado enquanto eu sorvia mais um gole da bebida quente. Me lembro de ter encarado minha companhia e me sentido muito culpado, praticamente um crápula. Era como se eu visse a mim mesmo sentado na cadeira a minha frente meneando negativamente a cabeça, desapontado com a minha incoerência e egoísmo. “Se você entende aquela senhora, se você admira a atitude que você jamais teve, por que não leva um maldito livreto?!”. Lembro que quase me levantei da cadeira e fui atrás dela assim que se afastou da mesa ao lado.
Quase... Só quase...
Sorvi mais um gole com o seguinte pensamento reconfortante: “Na próxima vez que ela aparecer, compre. Incentive aqueles que têm atitude de lutar contra o obvio e previsível em busca daquilo que lhe faz sentido”.     
Ela nunca mais apareceu.
Cheguei, diversas vezes, a olhar despretensiosamente ao redor quando visitava aquela região, na esperança de ver uma senhora muito digna e corajosa caminhando em meio ao caos aleatório do cotidiano tão automático (<- Alerta de Incoerência Voluntaria), mas ela nunca mais apareceu.
Moí e remoí este remorso bobo por anos. Este foi provavelmente um dos gatilhos que me levou a uma epifania que me acometeu. Uma certa epifania que mudou a ordem de importância das coisas para mim, que colocou o cifrão abaixo da caneta por exemplo, que me fez fazer este blog, e de ter submetido alguns contos e poesias a avaliação de concursos, ou editoras. Que me fez encarar o mundo de frente sabendo que eu sou um aspirante a escritor, e não mais um autômato em busca de status e riqueza. Muito provavelmente aquela senhora tem muito a ver com tudo isso.
E por isso, neste caso, sou muito grato ao acaso de ter praticamente trombado com a velha poetisa! Lá estava eu, mais uma vez, em meio ao caos tão automático e previsível da vida, quando olhei para o lado e a vi.
Aquele ponto calmo em meio ao caos. Objetividade em meio a tanta subjetividade.

Desta vez não dei um dedo de prosa, mas sim um braço! Contei a ela que cheguei a procurá-la pelo bairro que sempre nos encontrávamos... Contei que também tenho gosto pela escrita, escutei seu nome e desta vez o guardei (Daisy Ferreira). Ela me mostrou uma matéria em um jornal sobre ela e sua atitude de sair pela noite santista vendendo seus textos! Me deu ótimas dicas, e inclusive me passou (e conferiu se anotei direitinho) o endereço da gráfica onde ela faz suas impressões! E, SIM!, comprei, não um, mas três folhetos contendo sua tão inspirada poesia! Por fim, dei-lhe um abraço e a vi partindo para o grupo que estava ao lado.
Sorvi um belo gole de cerveja, e sorridente desta vez, “segui em frente”.


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Aqui está o link para quem se interessou em ver e ouvir a própria recitando um trabalho seu, intitulado “O Encanto de um ursinho de Pelúcia”. 


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Segue abaixo uma de suas poesias, devidamente creditada. 

FELICIDADE! 
Daisy Ferreira

Quero apenas te dizer
Que tu, felicidade
Vieste bater á minha porta
E eu... simplesmente fui abrir...

Mas
Que bela surpresa, felicidade!
Que podes querer de mim
Se nada sou para ti?

Quem sabe
Uma eterna saudade
Uma simples aventura
Ou apenas migalhas de amor...

Felicidade,
Vem, vem ficar comigo!
Já faz tanto tempo!
Acho mesmo que já te esqueci!

Amiga, não fiques triste!
Sou a felicidade
Aquela mesma que veio bater
em sua porta...

Porém,
Fiel amiga e companheira,
Vim para te dizer
Que a felicidade não existe...

Pois na expressão da verdade
Ela... sou Eu!
A tua eterna felicidade!!!



Abraços, e ótima semana! 0/
@Yvis_Tomazini





sábado, 21 de abril de 2012

Tiquetaqueando sem titubear



“Certa vez, eu disse:
- Mas que droga, o tempo não tá passando.
E nesta certa vez, escutei de volta:
- Claro que está, cara... É você que não está vendo.”

Isso foi em 2006 em um escritório que eu estagiava na época. E embora tenha perdido contato com o sujeito que me retrucou de forma alheia e preguiçosa, jamais esqueci.

Tiquetaqueando sem titubear

Yvis Rissi Tomazini

O que é o tempo, senão uma entidade responsável em me estapear?
Me apontar, com suas mãos de ponteiros, tudo aquilo que não consegui até então. Aquilo que faz “aquilo” o que quero parecer grande demais pra caber dentro de uma vida só.
(É, Seu Tempo, tem que ver isso aí.)
Não o culpo.
Ele pelo menos faz o seu trabalho.
Inexorável e bem feito.
Tiquetaqueando por aí sem titubear.
Provando minha pequenez, provando tique por taque que sou falível.
Lutando avidamente contra minha tão nociva confiança.
Consolidando o fato de que não há fato sem feito. E que o dito não é fato.
Fato certo é que ele passa.
- Nada vai dar certo por si só. Faça algo...tique... faça... e faça AGORA...taque... velho Caneta!



O que é o tempo, senão um filtro?
Tão, mas tão, rigoroso que é capaz de capturar qualquer amizade ou sentimento descuidado.
É um filtro metódico e perigoso! Tudo isso e também incoerente...
Isto, pois quanto menor é o sentimento, maior sua chance de ser aprisionado e dragado pelo esquecimento e triturado pelas obrigações e... e...
Que seja.
Aquilo que é significante e real, que faz cada Tique valer a pena.
Que torna cada Taque válido como ele só.
“Aquilo” sobrevive ao tempo e me dá vontade de construir algo que dure.
Que perdure teimoso pela eternidade...


Abraços.
@Yvis_Tomazini

sábado, 31 de dezembro de 2011

RESILIENTE

Às vezes temos de parar de correr, olhar para aquilo que nos persegue e enfrentar.


RESILIENTE

Yvis Rissi Tomazini

- Ei. De que vale tanta força, se é você quem tende a se ferir?



Um homem resiliente vale mais que mil guerreiros.
Sorri sarcástico perante um ácido amanhã.
Cicatrizado, sujo e de coração partido!
Porém, leve e verdadeiro, cada vez caleja mais seu limite derradeiro.

Teimoso, cambaleante e um tanto maltrapilho!
Mas não se importa... O importante é, de pé, caçoar de seu destino.
Estralando seu pescoço, bocejando, ou fazendo tipo.
Ainda estar por lá para, audacioso, fazer isso.

Um homem resiliente é dono do seu caminho.
Não tem medo de errar. Quer errar e se perder!
Quer vislumbrar aquela outra realidade, nem que seja um pouquinho...
Saber como teria sido, se tivesse acontecido.

Meneia solenemente perante o inferno desabrochado.
Pode fazer isso. Aguenta. Raro o caso de sujeito mais abusado.
Gargalha ridiculamente perante o trovão superado. Já desafinado.
Debocha firme e ferido daquilo que se chama trágico.

Não que seu coração não sangre. Sangra, sim, e sangra muito.
Mas, resiliente que ele só, sabe que passa. Sabe que não é tudo.
Jamais atrás de um escudo. De peito aberto fronte a espada.
Toma a surra, se levanta, bate o pó e volta esnobe a valsa.

2012? Que venha!
@Yvis_Tomazini


terça-feira, 15 de novembro de 2011

“RESENHA” de O Casarão


Breve nota do Caneta: Pouco após o inicio do "A Caneta Selvagem" eu já havia feito um post sobre o lançamento deste livro.
Segue o link: http://migre.me/6a8cQ
Contudo, agora que o li, tenho como responsabilidade dar o aval da obra, não é?
Não sou um resenhista, sou um aspirante a escritor (and that's what i do!). E embora, muitos consigam conciliar as duas coisas, eu não me sinto muito lá a vontade. Daí o motivo das aspas na palavra "resenha". Acontece que eu gostei bastante de "O Casarão", e sendo assim, comentá-lo foi um exercício prazeroso.
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O Casarão por Vicente Reckziegel




"Assim que terminou de contar sua história, Jonas olhou para nós e o que viu foram três rostos assustados, as bocas abertas e olhos arregalados como numa caricatura. Acho que, ao olhar para nós, Jonas acabou também por se assustar. O primeiro que decidiu terminar com aquele silêncio foi Roberto." ... (Trecho de um capitulo mais adiante.)"

Vicente Reckziegel já inicia o texto nos envolvendo em uma acolhedora nostalgia. A voz em primeira pessoa começa apresentando os quatro personagens principais. Sendo, obviamente, o narrador um daqueles quatro amigos. A espontaneidade que um ofende o outro para em seguida fazer uma piada, torna aquelas relações bastante criveis e orgânicas. O ‘Quarteto Fantástico’, no auge dos seus quatorze anos, vive aquele tempestuoso e (prazeroso ao se lembrar) momento de amadurecimento. A infância se foi, mas a vida adulta ainda é uma miragem na distância. Os quatro garotos são bem distintos um do outro, e muito provavelmente o leitor vai se identificar com um deles, ou imaginar o rosto de seus amigos ali.
Não que eu tenha feito isso.
Ok, admito, foi um pouco inevitável.
Mas é aí que mora o perigo. Aquela sensação de conforto e segurança vai derretendo ao decorrer das páginas, e então percebemos a que o livro veio.
E então você perceberá que é tarde demais. Uma porta se fechou atrás de você. O único caminho a seguir é avante. Você quer terminar o livro.








O livro aposta na curiosidade que ele gera. Ao pegá-lo, notará que a sinopse quase nada revela a respeito da trama. Tudo que se sabe é que quatro garotos vão meter o nariz, onde não foram chamados. E que algo vai acontecer.
Mas...
Algo, “ o que?”. (Entenderam?)
É mérito também da narrativa fluida, que o livro consiga administrar esta curiosidade que ele gerou. Eu não me desapontei. Ao contrário disso, me surpreendi com a atmosfera próxima ao final MUITO diferente daquela mostrada na apresentação.

Bom... mas, como já dizia a frase do dia do Orkut: “Quem fala muito, dá bom dia a cavalo.”
Pararei por aqui antes que revele mais do que devia.
Só me resta aconselhar a leitura de "O Casarão" e parabenizar o autor Vicente Reckziegel. (É muito reconfortante ver um autor da minha geração fazendo seu trabalho bem feito.)
Link do autor, caso queiram adquirir um exemplar.
Obs: O livro tem 140 páginas e foi publicado pelo selo Anthology da editora Multifoco.

Obs 2: Tenho uma critica negativa ao livro! Mas acho que todos aqueles que tocam contra-baixo também a teria. hauah =)

Obs 3: Mais ou mesmo na mesma linha (a nostalgia é uma boa gasolina para escrita) segue o trecho de um trabalho meu que postei aqui no blog. É uma espécie de post duplo, e a narrativa intitulada Os caçadores de Estátua, fica na parte final. http://acanetaselvagem.blogspot.com/2011/03/sao-apenas-historias.html











Forte abraço a todos e um próspero fim de feriado!
Yvis Rissi Tomazini
@Yvis_Tomazini


domingo, 30 de outubro de 2011

‘VESTÍGIOS’ por Lygia Canelas


Breve nota do Caneta: Uma das coisas mais recompensadoras no meio literário é a possibilidade de conhecer pessoas que compartilham dos mesmos objetivos. (Isso me faz sentir menos louco.) E, mesmo de longe, reconhecemos de imediato quando a intenção artística é genuína. Sendo assim, fico muito feliz em ver comparsas lançando suas obras e bastante ansioso para desbravá-las.


(Eu tenho que comentar... Esta capa está simplesmente DEMAIS.)





VESTÍGIOS: contos e poesias, de Lygia Canelas


(capa de Nataly M. Maximiano, revisão de Érica Peçanha, Editora Ilustra)


Ler VESTÍGIOS é resgatar o sentido etimológico desta palavra, vestigium (do latim), propriamente, a sola do pé. Percorremos (sentindo) as trilhas que levam e elevam a menina à mulher, as dúvidas cotidianas às indagações sobre Deus, a vida e a morte. Nesse livro trilharemos os caminhos da alma criadora feminina, com suas eternas peculiaridades: a efemeridade, a vaidade, a complexidade e – acima de tudo – a sentida, vivida e intensa originalidade. (comentário de Hélcio Lopes, escritor e poeta, leitor de Vestígios...)





Lygia Canelas é Bibliotecária e escritora, nasceu em Suzano-SP, em 11 de maio de 1984. Escreve desde os quinze anos, mas é arteira desde que nasceu. Fez teatro, dança e arriscou cinema. Sempre gostou de desenhar e ilustrar as histórias que escrevia, e escrever é sua grande paixão.





Lygia Canelas tem algumas obras publicadas e premiadas: a poesia "Despedida para uma infinita viagem", na antologia Luz e Sombra (Edições AG, 2002), a poesia "Coragem" (Mapa Cultural do Estado de São Paulo, Fase Municipal no Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi, Suzano/SP, 2005), os contos "Infarto Repentino" e "Reflexos", ganhadores do primeiro lugar no concurso literário que resultaram na publicação destas obras na revista Trajetória Literária (Secretaria de Cultura de Suzano/SP), primeira e segunda edições; e o conto "Candinho", vencedor em 4º lugar no concurso que deu origem à Antologia Literária de 2007, como resultado de outro concurso promovido pela Secretaria de Cultura de Suzano/SP.


Para conhecer mais de sua obra, acesse o blog da autora:


www.canela-s.blogspot.com

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Aqui segue também o twitter da autora: @LygiaCanelas

No caso, de vocês - assim como o 'velho Caneta' - estiverem interessados em adquirir e investigar 'Vestígios' (R$ 15,00) entrem em contato com a autora por seu e-mail lycanelas@gmail.com.


Parabéns Lygia, que seja o primeiro de muitos. o/

E é isso aí! Tenham uma ótima semana.


@Yvis_Tomazini



terça-feira, 17 de maio de 2011

Comentário pós-lançamento de Cursed City




Assim como eu, tenho certeza que muitas outras pessoas aguardavam ensandecidamente 14.05.2011. Eu não pensava em outra coisa. Seria este o dia em que finalmente tocaria no tal livro. Não me decepcionei, pelo contrário, me emocionei. Como eu disse aqui no Caneta Selvagem no post em que relatava minha seleção para a antologia Cursed City:
São os curtos momentos de realização que fazem valer os infinitos momentos de luta.”
Para quem quiser ler na integra.
Puxa, foi em 20.01.2011, mas parece que foi em outra vida. Cada dia de espera valeram por mil.





Em meu conto de Cursed, “Só o dinheiro dos mortos”, eu suei horrores para montá-lo, editá-lo, filtrar personagens, dinamizar, fazer caber nos limites de caracteres. Isto, pois eu tinha acabado de receber minha primeira (DE MUITAS COM TODA A CERTEZA DO MUNDO) rejeição. Isto, pois apenas havia mandado UM para outra antologia (Jogos Criminais) e esta havia me aceitado. O resto das “rejeições” tratavam-se concursos literários, coisa que só pelo nome já não nos transmite tanta esperança, né.
Mas que seja.





Fronte a sensação ruim de uma rejeição eu repensei sobre minha situação. “O que eu to fazendo aqui? Será que sou tão ruim?” . Aquela “derrota” foi bem amarga, mas me fez ponderar de montão. E depois do luto, vi a oportunidade em “Cursed City – Onde as almas não têm valor”. Escrevi tentando não me animar de antemão, para não sofrer como sofri na ocasião anterior. Mas me dediquei, fazendo o melhor que eu poderia fazer na época. Foi bem artesanal o trabalho de corte e etc...
Enfim, quando li meu nome na listas dos participantes, comemorei selvagemente, como se não houvesse um dia seguinte pra mim. Urrei, ao som de músicas engraçadas e sorria como se estivesse dopado.
São os curtos momentos de realização que fazem valer os infinitos momentos de luta.”


É nessas horas que percebemos qual o sentido da nossa vida. E até onde iríamos, para tanto. Que seja.
O lançamento estava repleto de pessoas amistosas que partilham dos mesmos objetivos que eu tornando a maioria de desconhecidos ali, cúmplices logo de cara. Só tenho a agradecer a presença dos comparsas que foram prestigiar, e parabenizar o trabalho da editora (do idealizador e organizador Marcelo Amado, o cara não poupou despesas e mostrou prazer no que escolheu fazer), que como não canso de dizer: “Fez a arte mais LEGAL E BEM FEITA que eu já vi em TODA minha vida em um livro. (O livro tem um furo! E é repleto de fotos e gravuras.)






Foi como um dos presentes comentou em uma das fotos. “Foi como estar no lugar certo, com as pessoas certas”, algo assim.
Comecei a leitura ontem e embora até então avancei rapidamente, vou fazer o máximo pra não terminar tão cedo. Quero degustar sem moderação, mas sem pressa também. Uma das coisas mais legais que tenho sentido ao ler Cursed é o entrosamento dos elementos entre os contos. Algumas coisas parecem fazer um sentido absurdo mesmo que não combinadas. Além é claro dos elementos já pré-determinados pela editora e que dão uma atmosfera de continuidade entre os contos absurda! Todas as vezes que vejo Billy Monstrengo, o dono do Saloon, fazer algum papel importante ou ponta em outras narrativas, eu me lembro dele arremessando um pano para Kansas Caolho (um de meus personagens) colher um cérebro estourado do chão.







Até então li pouco.
- Uns dizeres sombrios que nos colocam no clima escritos por Tânia Souza
- “O Prefácio” de Adriano Siqueira
- A apresentação da cidade pelo próprio Xerife.
Os Contos:
- “O gigante, a curandeira e a lutadora de kung-fu” de Alfer Medeiros
- “Oricvolver” de Ghad Ardhu
- “Número 37” de Carolina Mancini
- Just like Jesse James de Alliah (Este li fora de ordem, pois já estava na degustação on-line)
O próximo será: “Por um punhado de almas” de Cirilo S. Lemos








E é isso aí, quando terminar, pretendo fazer uma resenha da obra completa!
Aconselho este livro para aqueles que gostam de terror, elementos fantásticos, aventuras com elementos de horror, velho-oeste, humor, mistérios soturnos, ocultismo, ação e violência desmedida.





Quem quiser lê-lo vá até o site da Editora Estronho, em sua loja. (Importante dizer que eles não estão cobrando frete.) Quem for aqui da baixada santista e quiser ver comigo se podemos juntar um número maior de pedidos e negociar valores devido a quantidade e etc, acho que seria uma boa. Eu falo de peito aberto que vocês não vão se arrepender. O livro mesmo depois de lido ainda serve como um puta enfeite. Sem contar que você ainda leva um botom e um marcador.
Qualquer dúvida na compra entre em contato com a editora, pelo site deles (acima), ou no twitter deles @estronho, ou comigo mesmo pelo meu e-mail theyvis@hotmail.com e eu ajudo no que puder ajudar.
Fortíssimo abraço e ótima semana a todos.
@Yvis_Tomazini

quarta-feira, 4 de maio de 2011

LANÇAMENTO CURSED CITY 14 DE MAIO




Dia 14 de de Maio ocorrerá o lançamento da antologia 'Cursed City - Onde as almas não têm valor'. Me sinto orgulhoso de fazer parte de um trabalho tão meticuloso (a editora não poupou despesas na arte do livro, disparando até mesmo um tiro em cada um deles). (Acreditem nem em livro de RPG da Whitewolf eu vi uma arte tão detalhada...)






Neste mesmo dia ocorrerão juntos o lançamento do 'Insanas - Elas Matam' (Estronho) e Rei Rato (Tarja Editorial).


No mesmo dia em um outro local ocorrerá também o lançamento da antologia Espectra (Literata). Tenho comparsas que participam, eu tentarei dar um pulo lá antes =)



O conto com o qual participo na CURSED CITY se chama 'Só o Dinheiro dos Mortos', e segue abaixo o trailer que eu fiz para ajudar na divulgação.



video

Abraço pessoal.
@Yvis_Tomazini