terça-feira, 26 de abril de 2011

RESENHA: Apátrida


Como comentado aqui algumas semanas atrás, eis minha primeira resenha de um livro pertencente ao Book Tour do Selo Brasileiro.


Apátrida
Por
Ana Paula Bergamasco

Editora: Todas as Falas
Páginas: 338


ISBN: 9788599721148

Publicação: 2010



___Direto da Orelha___
Sinopse
Irena nasceu na Polônia, no entre guerras mundiais. Cercada de esperança e sonhos. Cresce sob a turbulência política das décadas de 20 e 30 do século XX. Encontrou na primavera da sua vida um grande amor e amigo. Este permearia a sua existência. A guerra, a religião e as conturbações sociais mudariam seu destino e a empurrariam numa avalanche de acontecimentos que a transformariam em uma menina sobrevivente...
Autora
Ana Paula Savoia Bergamasco Diniz é paulista, Descendente de italianos e espanhóis, aprendeu cedo sobre a saga da imigração. Formou-se em Direito pela faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, de onde recebeu uma menção honrosa por uma monografia centrada nos direitos internacionais do individuo. Casada, advogada militante e professora, possui duas meninas, que são sua fonte de inspiração.

http://apatridaolivro.blogspot.com/

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Resenha da Caneta
A beleza do livro começa em sua capa. Um olho azul que chora em meio a uma paisagem cinzenta. Admito que antes de iniciar a leitura já me senti tentado a interpretar alguma coisa aí. Um detalhe que não passou batido é o fato da tal lágrima que escorre possuir uma textura destacada. Com isso deduzi que se tratava de uma história triste.
Deduzi certo.
Apátrida é assumidamente um drama. Uma daquelas narrativas que nos faz valorizar as pequenas nuances da vida, mas que antes disso nos guia em um inferno de perdas e depressão.
Irena é uma jovem e humilde Polonesa qual lida com a perda desde muito cedo. Lida também muito cedo com o sentimento de rejeição amorosa. Confesso que já nas primeiras páginas sentia uma dor no peito enquanto prosseguia com a leitura. E acredito que esta é a função de uma narrativa tão sensível, sendo assim, mérito da autora. Achei pessoalmente muito divertida a visão apresentada sobre o Brasil e os brasileiros, de um ponto de vista estrangeiro. A imigração ao nosso país é tratada de um modo bastante respeitoso, a propósito.
Seguimos sempre em frente com Irena sentido uma centelha do que a personagem provavelmente sentia.
Os anos passam para a moça e cada vez mais ela descobre que tem de ser mais e mais (e mais) forte do que já teve de ser um dia. Lembrando que já iniciara a vida de um modo duro.
Não quero estragar nenhum detalhe sobre a narrativa, embora a vontade de comentar diversos outros fatos é latente. Em resumo: Eu indico de consciência limpa a leitura desta obra. Imagino como, para sair tão visceral quanto saiu, a autora se sentia ao despejar cada palavra no papel.
Deve ter sido tão duro quanto as próprias pesquisas.

Boa semana povo. Que fiquem em paz. =)
@Yvis_Tomazini

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Festa dos Velhos Amigos



Para aproveitar o feeling, vou dar uma postadinha fora do script. Fora do script como o reencontro com alguns amigos meus que ocorreu ontem. Teria sido coincidência se tivesse sido um dia depois, que seria meu aniversário. (Um dia, porque não nos esqueçamos q passamos da meia noite, como deve passar toda reunião de velhos amigos.) Que seja, acho que todos vão se identificar um pouco.





A Festa dos Velhos Amigos

Yvis Tomazini

Assim que chegamos à recepção do grande salão fomos obrigados a largar todos nossos recalques e frescuras. É bem verdade que a chapelaria ficou lotada e o rapaz responsável nunca trabalhou tanto em uma noite de terça. Mas isso não era um grande problema, afinal de contas era apenas uma festa de velhos amigos. E festas de velhos amigos não acontecem com uma frequência que pudesse ameaçar sua santa paz. Mal sabia ele, que a coisa toda poderia ser pior. Todos os velhos amigos poderiam ter comparecido.
Coisa que não aconteceu.
Mas mesmo as figuras que ali compareceram não sendo tão numerosas, o salão ficou um tantão barulhento. Não é todo dia que mil memórias se põem a dançar! Sapateavam, rodavam, brindavam e por muitas vezes tropeçavam e causavam vexame.
O vexame causava risadas.
E isso era bom.
Alguns dos velhos amigos quais não estavam lá, não faltaram ao grande encontro por apenas estarem ocupados demais sendo bem sucedidos em suas vidas. Eles fizeram um sacrifício. Isto, porque afinal de contas, se todos estivessem presentes, certamente faltaria assunto. Não há papo melhor que tricotar sobre um velho amigo ausente. Ninguém se ofende, ou quer ofender. Já é de velho conhecimento que a ausência em si é uma forte presença.
Nós bebemos em torno de antigas histórias gesticulando o máximo que podemos gesticular. Talvez em uma tentativa desesperada de voltar no tempo. Ou quem sabe enfiar a mão no passado e trazer um pedacinho de volta, que seja. Parecemos loucos. Se houvessem mais pessoas no mesmo salão eu sentiria vergonha. Mas não há. Todas aquelas que entraram pela mesma porta, mas com outros fins, foram imediatamente teletransportados para uma outra dimensão. Rimos, então, de velhas piadas quais já deveriam ter expirado a validade a muito tempo, mas não importam as piadas, rimos pela alegria daquela comunhão improvável. A piada não precisa ser engraçada se tudo que você precisa é de um pretexto pra gargalhar.
Qualquer coisa vale.
Um tiroteio de falsas depreciações costuma ser o auge em uma festa de velhos amigos. Seguido por um silêncio cúmplice. Neste momento alguns temem ser o primeiro a partir. Têm plena certeza que desencadearão um efeito domino irreversível. Os outros por suas vezes, ao ver o velho amigo encarando o relógio, tentam ao máximo ludibriar o tempo. Tentam contar mais uma piadinha para fazer que todos os relógios ali sejam esquecidos. Mas não há jeito. O tempo quem nos ludibria e nos convence que aqueles cinco minutos em torno da mesa tenham sido na verdade cinco horas.
Ninguém acredita. Mas não há muito lá o que argüir contra Cronos. Não queremos que ele pegue corda de nós. Se isso acontecer, vai saber qual a próxima oportunidade. Quando acontecerá novamente a festa dos velhos amigos...

Bom feriado pra vocês, feliz aniversário pra mim e é isso aí.
@Yvis_Tomazini



domingo, 17 de abril de 2011

Tique Taque Bang





Engraçado... este título, me lembra o capitulo de um livro (parado ¬¬) que uma versão mais ingênua minha escrevia em 2005. Texto legal. Logo mais termino ele.
Divaguei antes de começar, é um recorde.
Esta semana pela primeira vez senti a pressão de ter de escrever alguma coisa, tendo a suposta certeza que esta seria publicada. Isso é uma responsabilidade e tanto. Ainda mais por se tratar de um assunto tão complexo e interessante o qual escolhi. Este tal texto, não se trata de um conto ou poesia, mas, sim, de um artigo para uma revista. Não tenho certeza se utilizarão meu título, ou se o nome do tema já serviria a este propósito.
Bem, de qualquer jeito, o título seria: “Não Chorar as Ogivas Detonadas”.
Adoro trocadilhos capiciosos...
Divaguei de novo...
Voltando.
Já senti a pressão de lutar contra o relógio/calendário e tentar completar algo a tempo de submetê-lo a alguma antologia, ou concurso. Sim, sim. Mas, enfim, desta vez eu tinha “certeza” de sua publicação.
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Faço questão de usar aspas em torno da certeza quanto a algo futuro, pois NADA é certo.
- A morte é certa Sr. Caneta...
E quem garante que exatamente agora não está sendo desenvolvido o soro da imortalidade? Pode estar sendo feito a partir de enzimas extraídas do sangue do Silvio Santos... Ou do Bira, talvez...
- Foco...
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Um artigo publicado em uma revista é importante não só para mim que estaria divulgando meu nome e escrita, mas também para os interessados no tema abordado. “Interessados” ou “plenamente engajados” como foi o caso do escritor veterano e experiente qual trocou e-mails comigo do modo mais afável e atencioso que eu poderia esperar. Eu gostaria de ter o dobro de espaço, o triplo de números de caracteres (sem contar espaço, hein) para dar um trato mais minucioso às obras deste autor e de seus comparsas. Seu nome é Gerson Lodi-Ribeiro http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerson_Lodi-Ribeiro , e garanto a vocês que as temáticas escolhidas por ele são extremamente interessantes. (Ele é o autor dos livros que se passam no universo daquele jogo nacional Taikodom, sabem?)



Dentro do espaço, fiz o que pude e espero não ter cometido uma grande gafe, ou injustiça, com os mencionados, ou não mencionados. Se tem uma coisa que aprendi já faz alguns anos é que o tempo voa quando escrevo, e que as páginas brancas costumam diminuir perante tudo o que tenho a dizer. E o ‘engraçado’ é que isso me faz pensar na importância dos prazos. Se eu tivesse um para terminar aquele meu livro iniciado em de 2005, provavelmente já estaria até publicado uma hora dessas.
Talvez eu estivesse morando em um chalé frio no alto das montanhas vivendo da escrita...

Divaguei... Mas foi por um bom motivo.

Abraço povo. o/
Uma semana pacifica pra todos vocês.
@Yvis_ Tomazini

P.s. - De qualquer jeito, logo mais, disponibilizarei aqui no blog o meio dos interessados adquirirem a revista.
P .s. 2 – Se você acompanha o blog (ou não) e não clicou no botão “seguir” eu agradeceria... Isto, porque algumas editoras só fecham parceria com blogs literários dependendo da quantidade de ‘seguidores’. Incrível como invariavelmente nos é cobrado popularidade, não é? Só pensei alto...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Prometo Não Fazer Muito Barulho


Existe modo mais anticlímax de avisar alguém sobre uma novidade?
É que faz um tempinho, eu resolvi postar algumas resenhas aqui no Caneta, e postar resenhas quando você mesmo é um (aspirante a) escritor é bastante delicado.
Um dia você é a pedra o outro o vidro, não é?
E o velho Yvis não pretende ofender o texto de Seu ninguém, tsc tsc, “nananinanão”. Deixemos isso para os amotinados e mal amados a quem a Terra já está destinada.
- Covardia, Senhor Caneta Selvagem?
Não mesmo.
Sensibilidade, cumplicidade e uma dose de boa educação.
Apenas quem escreve sabe o quão duro é fazê-lo (o mesmo vale pra quem cozinha e etc, né), portanto eu jamais criticaria negativamente um texto qual fez das tripas coração para me ENTRETER.
É claro que no caso de livros que tentam nos enfiar dogmas imparciais, opiniões do autor em forma travestida de prosa, aí, sim, é justo que seja feito um contra-ataque.
Mas, meu bom senso diz que, no que se trata de literatura de entretenimento, não tenho o direito (e nem vontade) de menosprezar a cria dos outros. Deste modo, as resenhas que pretendo escrever terão caráter descritivo e não muito lá opinativo.
Que seja.


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Acabo de firmar uma espécie de parceria com o Selo Brasileiro (um grupo de autores que juntos promovem seus livros e, por conseguinte, a literatura nacional). O interesse foi meu como blogueiro e não como autor. Isto, pois deduzo que estarei ainda mais engajado na causa literária. Com prazer conhecerei mais autores nacionais - inclusive aqueles fora do gênero fantástico - aprenderei a desenvolver uma resenha e de quebra ainda conseguirei bastante alimento para o Caneta Selvagem.
Este projeto ao qual me voluntariei, chama-se “Booktour Selo Brasileiro”, e consiste no trânsito dos livros por meio dos blogueiros mancomunados. Um envia para o outro, que dentro do prazo (15 dias) lê o material. O trabalho que já está em minhas mãos trata-se de um romance passado durante a 2ª Guerra, e já me identifiquei logo aí, já que parte do meu livro se passa em uma grande guerra também (é, infelizmente, quando vemos o pior, mas também o melhor do ser humano). Confesso que desconhecia o nome da autora, portanto de algo a parceria já serviu. Assim que chegar a hora, tagarelarei a respeito do livro e se sua criadora.
Segue o link para os blogueiros interessados. http://selobrasileiro.blogspot.com/p/booktour-selo-brasileiro.html
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No mais, para descansar a cabeça de meu romance, tenho avançado bastante em uma novelinha fantástica e descompromissada chamada ‘Os Caçadores de Estátuas’. Classificada como juvenil por algumas pessoas que leram o trechinho que publiquei a umas semanas atrás. Pretendo terminá-la em breve, mas ainda não sei se terei coragem de publicá-la on line, já que é um trabalho muito menos minucioso que todos meus outros. Estou seriamente pensando em fazer uso de um pseudônimo e postar em outro blog.
- Covardia, Senhor Caneta Selvagem?
Oi?! O.O
Para quem se interessar.

Ótima semana pra todos vocês!
Abraços!
@Yvis_Tomazini





segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um Picado Sangrento de Novidades


Nos últimos dois Sábados estive em São Paulo, assim como nos próximos quatro estarei, se tudo der certo. Isto, pois me inscrevi em um workshop sobre literatura policial. Titubeei um tantão (pelo fato de eu morar do outro lado da serra) e acabei correndo atrás da vaga na ultimíssima hora. Por sorte consegui, e posso dizer que estou tirando bom proveito. Na última aula, toda a sala foi fatiada nos subgêneros existentes no Policial. Confesso que me senti deveras tentado em me encaixar na turma do ‘Noir’.
Narração suja em Off?
Protagonistas que não prestam?
Irresistível de mais pra ser verdade!
Mas, do contra que procuro ser, escolhi o subgênero ‘Espionagem’.
Sim, eu também não sabia que este tipo se enquadrava nos moldes do Policial, mas aparentemente fica ali ao lado de narrativas sobre máfias.
Interessante, né?
O workshop está sendo ministrado pelo meu comparsa Sérgio Pereira Couto http://cantodooraculo.wordpress.com/ que sem sombra alguma de dúvidas entende muito do assunto abordado. (O cara tem mais de quarenta livros lançados sendo que possui dentre eles, títulos como: Manual de Investigação Forense, e Help-A lenda de um Beatlemaniaco; este último trata de um serial killer que bem, é um beatlemaniaco).
No lançamento de 'Jogos Criminais', estive em uma palestra do mesmo, na qual ele discursava sobre os perfis mais comuns dentre os psicopatas. Só ali, em cerca de pouco menos de uma hora, todos os presentes já saíram sabendo alguma coisa a mais.
E olhando para o próximo de um modo um pouco mais paranóico.






Outra coisa interessante neste workshop é que a coisa toda não acabará na última aula. Isto, pois ainda restará um grupo de estudo deste gênero literário. Pelo que entendi nos encontraremos de seis em seis meses, depois do término. O grupo não está limitado aos atuais inscritos, portanto se você aí se interessar, entre em contato assim que quiser.
Falar com Debby ->debbygrupos@uol.com.br
Assim que eu mesmo estiver mais inteirado sobre esta iniciativa, elaborarei um post mais elucidativo e completo.
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Degustação: Cursed City-Onde As Almas não têm Valor
Aproveito esta semana também para divulgar a degustação (a balinha) de uma das antologias de contos mais cool, que eu já vi. A Editora Estronho pelo visto se dedicou até o osso para a qualidade da obra, e eu não vejo a hora de colocar as mãos poeirentas nela. (Como autor participante e como leitor.)
Reparem da arte do livro.
Sem comentários.
Seguem no arquivo, dois contos:
- ‘O gigante, a curandeira e a lutadora de kung-fu’ de Alfer Medeiros
- ‘Just like Jesse James’ de Alliah


Tenho mais algumas novidades, mas vou esperar elas evoluírem mais um pouquinho antes de divulgá-las.

Um forte abraço, pessoal! o/
E uma ótima semana!
@Yvis_Tomazini